Wellington será o quinto 'Rato' da história do São Paulo: lista de 'animais' no Tricolor é extensa

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Wellington Rato chegou ao São Paulo. O ponta, que se tornou a venda mais cara da história do Atlético-GO, pode ter quebrado recorde no Centro-Oeste. Mas no Morumbi, contudo, nem seu ‘nome de guerra’ é algo inédito. Será o quinto da história a usar o animal – simpático a alguns, asqueroso a outros -, como jogador do Tricolor.

Levantamento feito pelo LANCE! junto com o pesquisador Alexandre Giesbrecht, autor da página ‘Anotações Tricolores‘ e um dos maiores especialistas da história do clube do Morumbi identificou que outros quatro ‘ratos’ participaram da história são-paulina.

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    Na verdade, o roedor faz parte do Tricolor desde as suas origens. Pouco mais de dois meses depois da fundação, Waldemar Antônio de Oliveira Ratto, ou simplesmente Rato, foi um dos 11 escalados no dia 30 de março de 1930 no empate em 2 a 2 do São Paulo no clássico contra o Palestra Itália, atual Palmeiras, em jogo válido pelo Campeonato Paulista, no estádio da Floresta.

    O que se sabe sobre Ratto? Nada, praticamente. O atacante nunca mais voltou a vestir a camisa tricolor na história. Nos primórdios são-paulinos, os registros eram todos incipientes. Sequer dados como local de nascimento, data e dia da morte são conhecidos pelos historiadores oficiais do clube.

    RATINHO – ATACANTE – 1973 A 1975

    Mais sorte teve o segundo rato da história são-paulina. Pelo menos no que se diz em matéria de registros, não de bola nos pés.

    Heitor Martinho de Souza, o Ratinho, chegou ao Morumbi em 1973 já com certo renome pelo que tinha feito entre 1966 e 1972 com a camisa da Portuguesa, que o havia contratado do Marcílio Dias, de Santa Catarina, seu estado natal, e onde era tido como um fenômeno pelo que produzia nos gramados.

    Foi chutado pela Rubro-Verde em episódio conhecido como a ‘Noite do Galo Bravo’, onde o então presidente lusitano, Osvaldo Teixeira Duarte, dispensou nada menos que seis jogadores após uma derrota por 1 a 0 para o Santa Cruz, em pleno Parque Antártica, pelo Campeonato Brasileiro de 1972.

    Encontrando guarida no Morumbi, Ratinho não repetiu o futebol dos tempos de Lusa. Após um início como titular absoluto, perdeu espaço. E chegou a ser a terceira opção para o ataque são-paulino no início de 1975, quando acabou negociado com o Joinville. Fez 30 jogos ao todo, com apenas três gols marcados.

    A queda brusca de rendimento após a dispensa da Lusa foi creditada, à época, a uma mudança brusca de comportamento de Ratinho. Abalado com o episódio, se converteu às Testemunhas de Jeová e com isso estaria trocando a dedicação em treinos e jogos às pregações pela Grande São Paulo, como apontou a revista ‘Placar’ em 1974. Cobrado pela diretoria, ameaçou abandonar a carreira em prol da religião.

    Já pastor, morreu em 11 de fevereiro de 2001, aos 58 anos, em São Francisco do Sul (SC), cidade onde nascera, ao ser uma das seis vítimas fatais de um acidente automobilístico de grandes proporções na rodovia SC-495.

    ÉDSON RATINHO – LATERAL-DIREITO – 2011

    Édson Ramos da Silva até tentou se livrar do ‘apelido animalesco’ ao chegar no São Paulo como um dos reforços para a temporada 2011. Mas a alcunha era utilizada até por seu maior mentor no futebol: Rivaldo. Sim, estamos falando do pentacampeão mundial.

    Foi o ex-meia quem indicou Ratinho aos dirigentes do Morumbi. Havia descoberto o lateral-direito no futebol paraibano quando dirigente do Mogi Mirim (ao mesmo tempo em que usou a camisa 10 são-paulina). Viraram melhores amigos. E tiveram uma parceria em que atuaram juntos por cinco clubes

    Foi com a credencial do grande craque, em fim de carreira no Morumbi que Édson chegou ao clube que diz ser torcedor desde criança, emprestado pelo Mallorca, da Espanha.

    Mesmo assim foram apenas 57 minutos, em um empate em 1 a 1 com o Oeste, pelo Campeonato Paulista daquele ano.

    À ‘ESPN‘ em 2016, o lateral-direito se disse vítima de perseguição do então treinador do São Paulo, Paulo César Carpegiani. E que por isso pediu para deixar o clube com menos de seis meses.

    – Antes de acertar eu falei com o Carpegiani, o presidente (Juvenal Juvêncio) e o Milton Cruz e todos deram ok. Cheguei com a expectativa de jogar porque o São Paulo não tinha lateral de ofício. Eu tinha vindo do campeonato mais visto e disputado o mundo que era o Espanhol. Não tinha laterais e não tive oportunidades. Quando não jogava o Jean improvisado, era o Xandão ou Rhodolfo que são zagueiros, sendo que eu era da posição.

    – No começo do Brasileiro eu pedi para ir embora porque não aguentava mais tanta sacanagem. Eu não estar nem sendo relacionado, isso para mim foi uma situação muito difícil. Entrei e um acordo e rescindi o contrato – disse Ratinho, que continuou sua sina de ‘cigano da bola’ e rodou por mais oito clubes, até pendurar as chuteiras no Joinville, em 2021.

    MICKEY – ATACANTE – 1976 a 1978

    Está bem, admitimos, trapaceamos nesta última… Mas o que é o personagem mais famoso de Walt Disney senão um camundongo. Então está na lista.

    O catarinense Adalberto Kretzer é mais famoso no futebol pelo que fez com a camisa de outro tricolor, o Fluminense, onde foi o herói de dois títulos importantes das Laranjeiras: a Taça de Prata de 1970 (hoje equivalente ao Campeonato Brasileiro) e o Campeonato Carioca de 1971.

    Mickey, cogitado para defender a Seleção Brasileira do tri no México, rodou pelo futebol colombiano, Olaria (!!!) e Bahia até chegar ao São Paulo em 1976.

    Foi contratado para suprir uma carência do elenco, constantemente prejudicado na vaga de centroavante. Mirandinha se recuperava de cirurgia desde 1974 e Serginho Chulapa, joia promovida da base, já apresentava os conhecidos problemas de indisciplina que lhe custaram suspensões recorrentes.

    Mesmo como coadjuvante no Morumbi, muito longe do status de ídolo que tinha em terras cariocas, ficou até 1978 no clube. Os 45 jogos evidenciam o posto de reserva. Mas os 17 gols marcados lhe dão uma surpreendente boa média.

    À ‘Placar‘ em 1977, Mickey revelou os motivos pelos quais permanecia no São Paulo como reserva mesmo sendo desejado por inúmeros clubes. A revista lista Botafogo, Vasco, Náutico (PE), Vitória (BA) e o ABC de Natal (RN) como interessados em seu futebol.

    – Estou em um clube estruturado, com salários em dia, feliz e adaptado. Em uma cidade que me oferece toda a estrutura para mim e minha família. E sou reserva de um cara fora de série como o Serginho.

    O título brasileiro de 1977 foi o ponto final da trajetória de Mickey no Morumbi (é o único jogador campeão dessa lista). Serginho chutou um auxiliar durante a competição, pegou um gancho de 11 meses. Mas Mirandinha se recuperou e virou titular. Para piorar, o carismático centroavante sofreu uma grave fratura no início do Campeonato Paulista de 1978 e perdeu de vez o pouco espaço que tinha.

    Nunca mais se recuperou, passando por Ceará naquele ano e encerrando a carreira em 1980 no Avaí, já prejudicado pela contusão. Virou jornalista, comentando partidas em rádios de Santa Catarina e editando periódicos esportivos. Atualmente mora em Balneário Camboriú.

    A ‘ARCA DE NOÉ’ SÃO-PAULINA

    No levantamento feito pelo L!, o São Paulo teve 38 jogadores com alguma alcunha referente a animais em sua história. Além de dois treinadores. Confira:

    Abelha
    Goleiro
    1984 e 1985
    31 jogos

    Alexandre Pato
    Atacante
    Entre 2014 e 2020
    136 jogos – 47 gols

    Aranha
    Lateral-direito
    1968
    2 jogos

    Canarinho
    Goleiro
    1959
    2 jogos

    Carneiro
    Meia
    1958
    1 jogo

    Coelho
    Atacante
    1936
    8 jogos – 1 gol

    Dino
    Atacante
    1985
    1 jogo

    Dino
    Meia
    1948 a 1952
    24 jogos

    Dino Sani
    Volante
    1954 a 1961
    324 jogos – 113 gols

    Dodô
    Atacante
    1995 a 1999
    169 jogos – 93 gols

    Édson Cegonha
    Volante
    1969 a 1973
    208 jogos – 17 gols

    Falcão
    Volante
    1985 e 1986
    15 jogos – 1 gol

    Falcão
    Meia
    2005
    7 jogos

    Formiga
    Atacante
    1930
    4 jogos – 1 gol

    Gallo
    Volante
    1997 e 1998
    41 jogos – 2 gols

    Ganso
    Meia
    2012 a 2016
    221 jogos – 24 gols

    Geraldo Touro
    Atacante
    1984 e 1985
    60 jogos – 5 gols

    Gonzalo Carneiro
    Atacante
    2018 a 2021
    34 jogos – 2 gols

    Guará
    Atacante
    1972
    1 jogo

    Jahú
    Atacante
    1930
    2 jogos

    Lula
    Zagueiro
    1992 e 1993
    32 jogos – 2 gols

    Palhinha
    Atacante
    1992 a 1995
    232 jogos – 71 gols

    Pardal
    Atacante
    1941 a 1946
    112 jogos – 56 gols

    Passarinho
    Atacante
    1980
    1 jogo

    Pavão
    Lateral-direito
    1991 a 1995
    73 jogos – 1 gol

    Peixinho
    Atacante
    1959 a 1961
    63 jogos – 17 gols

    Pintado
    Volante
    Entre 1985 e 1993
    119 jogos – 2 gols

    Pita
    Meia
    1984 a 1988
    249 jogos – 47 gols

    Reginaldo Cachorrão
    Zagueiro
    2001 e 2002
    28 jogos – 3 gols

    Sabiá
    Zagueiro
    1936 e 1937
    12 jogos

    Siriri
    Atacante
    1930 e 1931
    46 jogos – 19 gols

    Tico
    Atacante
    1989
    6 jogos

    Tico
    Atacante
    1995
    7 jogos – 3 gols

    TÉCNICOS

    Émerson Leão (entre 2004 e 2013)
    Chico Formiga (1981 e 1982)

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